Guia prático da aromaterapia: o que é e como incluir óleos essenciais na rotina de cuidados?

Usada há séculos, a aromaterapia é uma prática que vem ganhando cada vez mais adeptos. Democrática, ela funciona como uma ferramenta de cuidados físicos e emocionais, e pode trabalhar diferentes tipos de problema, que vão de queda de cabelo até falta de sono. Desvendamos os segredos dos óleos essenciais com a ajuda da Maria Victoria Maciel, criadora do projeto Somos Cura (presente também no Instagram). Aprenda abaixo como se beneficiar dos óleos extraídos das plantas no seu dia a dia: 

O que é aromaterapia?
A aromaterapia é uma prática terapêutica milenar que utiliza óleos essenciais para melhorar a saúde física, mental e espiritual do ser humano”, explica Maria Victoria. A aromaterapia é tão antiga que personagens famosos da História já usavam seus benefícios há quase dois mil anos. “Não se sabe de fato o ano de sua descoberta, mas sabemos que por exemplo, no antigo Egito, Cleópatra utilizava óleos essenciais para enaltecer sua beleza”, conta Maria Victoria. 

Quais os benefícios da aromaterapia?

Maria Victoria explica que cada óleo essencial possui benefícios diferentes. Sempre com acompanhamento médico, eles podem funcionar como tratamentos coadjuvantes e auxiliares de depressão, ansiedade, sono, equilíbrio hormonal, dores musculares, cicatrização, doenças de pele e queda de cabelo. Se você tem alguma religião ou simplesmente é adepto da meditação, a aromaterapia ainda pode te ajudar na conexão com o divino e, claro, melhorar seu bem-estar em situações de estresse.

Como incluir a aromaterapia no dia a dia

Para incluir a aromaterapia na sua rotina, o primeiro passo é identificar quais áreas, sentimentos ou problemas você deseja cuidar. “A partir disso, entenda quais óleos essenciais podem ser eficazes para te auxiliar. Busque filtrar e entender quais óleos essenciais apresentam contraindicações que não são compatíveis com o seu histórico médico”, enumera Maria Victoria. “Observe seus padrões alimentares, de exercício físico e práticas de bem-estar, pois quanto mais saudável estiver buscando manter o corpo, mais eficaz será o efeito dos óleos essenciais”, completa. 

Como usar óleos essenciais

Maria Victoria ensina que, para usufruir dos benefícios da aromaterapia, os óleos essenciais podem ser usados puros ou diluídos em óleos vegetais. Há inúmeras maneiras de utilizar os óleos essenciais:

  • Inalação (via olfativa e respiratória): pingando 1-2 gotas de óleo essencial puro na palma da mão para inalação ou em um difusor de ambiente. “Os óleos essenciais atuam diretamente no sistema límbico, parte do nosso cérebro responsável pelas emoções e sentimentos”, explica. 
  • Tópico (aplicação na pele): diluindo óleo essencial puro em óleos vegetais, é possível ter o contato mais seguro e melhor absorção dos óleos essenciais (na corrente sanguínea). “Para isso, existem diversos produtos como, óleo de massagem, roll-ons, shampoo ou condicionador, desodorante e séruns”, exemplifica.  linha Byos, de Vizcaya, com shampoo e condicionador com fórmulas com ingredientes naturais e orgânicos certificados, também é rica em óleos essenciais, como o óleo essencial de alecrim, presente na linha Byos Oleosos e que tem ação antibacteriana e anti-inflamatória para os cabelos. Já a linha Byos Brilho e Força, contém óleo essencial de patchouli, de ação energizante. 
  • Ingestão: em alguns casos específicos, sob orientação e acompanhamento médico, existe a ingestão diluída de óleos essenciais, em forma de cápsulas. 

Óleos essenciais ou essências sintéticas: como escolherHá uma grande variedade de produtos para aromaterapia no mercado e pode ser mesmo confuso escolher o produto certo se você está iniciando na prática. Por isso, dê preferência a produtos com fórmulas 100% naturais. “Os óleos essenciais 100% puros são extraídos de plantas, cascas, folhas, resinas, sementes, entre outras partes da planta. A essência sintética, por sua vez, é desenvolvida em laboratório químico, e por isso, é considerada um produto artificial, sem benefícios terapêuticos e utilizada somente para aromatizar o ambiente”, explica a expert. 

Se você está na dúvida se uma essência é sintética ou natural, Maria Victoria ensina: “existem duas principais formas, bem simples, de distinguir o óleo essencial puro de essências sintéticas. Se atente a dois pontos, ao buscar por óleos essenciais”. São elas:

  • Descrição do produto: na embalagem, observe não apenas o nome comercial, mas também o nome científico ou botânico do óleo essencial. Como por exemplo, “Alecrim | Rosmarinus officinalis”.
  • Preço: os óleos essenciais puros são mais caros do que essências sintéticas. Por exemplo, 10 ml de óleo essencial de lavanda pode variar de R$ 75 a R$140; a essência sintética de lavanda pode variar de R$ 10 a R$ 30. 

Já ouviu falar em “estresse olfativo”? Quando ficamos muito expostos às fragrâncias dos óleos essenciais e os usamos de maneira excessiva, pode acontecer estresse olfativo. “É um tipo de efeito rebote, uma vez que nossas células estão sendo super estimuladas”, explica Maria Victoria. “No meu caso, eu tive uma experiência de tontura e enjoo, quando deixava o difusor ligado por 8 horas seguidas, trabalhando em um ambiente fechado”, conta. “O ideal é deixar o difusor ligado entre 1 e 3 horas, no máximo”, finaliza.

Dicas anotadas, é hora de começar a prática! Você costuma usar a aromaterapia no dia a dia? Quais os seus óleos essenciais preferidos? Compartilhe com a gente! 

 


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