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17 fev

Clean Beauty: tudo o que você precisa saber sobre a tendência de beleza

Um novo termo tem ganhado cada vez mais espaço no universo da beleza: “Clean Beauty”. Mas ele não aparece sozinho: termos como “sustentável”, “orgânico”, “vegano” também disputam espaço nas prateleiras. Cá entre nós, pode ser mesmo muito confuso entender as diferentes denominações que surgem no mercado de beleza. Pensando nisso, conversamos com a criadora da plataforma de conteúdo A Naturalíssima e facilitadora da jornada da beleza consciente Marcela Rodrigues e elaboramos um guia com tudo o que você precisa saber sobre essa nova categoria de produtos de beleza. Dá uma olhada:

Clean Beauty: o que isso significa? 

Clean Beauty (ou “beleza limpa”, em português) não é um termo com significado único e é passível de interpretação. “É um movimento que propõe uma prática de cuidado com a beleza mais ética, responsável e cuidadosa não só com a própria saúde, mas também com os impactos no planeta”, explica Marcela. Mas, afinal, quais são os “ingredientes limpos”? “São aqueles que, conforme comprovação científica, não têm impacto na saúde humana, nem no meio ambiente”, ensina. É importante lembrar: os produtos clean são parte de um movimento e não significam que são necessariamente veganos, orgânicos ou naturais. 

Nos últimos anos, o movimento Clean ganhou força e deixou de ser restrito a apenas um nicho do mercado. Em outras palavras, isso significa que a tendência é surgirem cada vez mais opções no mercado de produtos que seguem a proposta da “beleza limpa”. Com esse crescimento, o termo “natural” não é mais suficiente para diferenciar um produto nas prateleiras: uma vez que ele abrange muitos tipos de produtos e pouco diz sobre a fórmula em si.

De onde vem o movimento beleza limpa?
O movimento beleza limpa faz parte de uma mudança de comportamento do consumidor, que, com o acesso à internet, passou a fazer escolhas cada vez mais informadas. De acordo com um relatório sem fins lucrativos do Global Wellness Economy Monitor 2018, a indústria do bem-estar cresceu duas vezes mais do que o crescimento econômico global. Dentro deste universo está a demanda por ingredientes transparentes e limpos, com fórmulas sem aditivos ou conservantes que podem causar irritação, por exemplo. Com o acesso à informação, os consumidores podem procurar facilmente sobre a toxicidade de ingredientes e verificar, se, de fato, os produtos são seguros.

Cuidado com os rótulos: o perigo do Greenwashing

Termos como “natural”, “clean”, “green” e “hipoalergênico” em rótulos de produtos ainda não estão sujeitos a uma definição fixa ou a um padrão estabelecido por uma agência regulamentadora e, por isso, podem ser enganosos ou mal utilizados pelas empresas. Infelizmente, nem todas as marcas são transparentes em seus rótulos. Nesse caso, uma das melhores maneiras de garantir o acesso a fórmulas realmente limpas é pesquisando e  questionando diretamente a empresa.

Existem mais de duas mil substâncias proibidas em diversos países e, no Brasil, destas, cerca de cem ainda circulam, com a justificativa de serem usadas em proporções devidamente seguras”, lembra Marcela. “São muitos ingredientes, e por isso considero prioridade evitar aqueles que estão na lista de suspeitos de terem efeitos negativos tanto na saúde humana quanto no meio ambiente, e que, ao mesmo tempo, são amplamente usados pela indústria cosmética.” diz Marcela. É o caso de alguns tipos de parabenos, derivados de petróleo e microplásticos.

Qual a diferença entre clean beauty, slow beauty e green beauty?
De acordo com Marcela, clean beauty, slow beauty e green beautysão movimentos semelhantes, mas que surgiram com motivações específicas”. “O slow beauty vem do movimento slow que, como no slow food, propõe uma prática mais desacelerada e atenta; o green, tem muito foco no impacto ambiental. E o clean, o mais recente, veio com este propósito de definir uma movimentação do mercado de marcas éticas que se aproximam do natural e não seriam certificadas pelos critérios, mas são sim fórmulas limpas. De qualquer forma, não há uma regulamentação”, explica.

Marcas de beleza clean: como identificá-las?
Clean beauty é um movimento e não é sinônimo de ingrediente natural. Por prática de mercado, atualmente define fórmulas que mesclam ingredientes naturais com sintéticos, desde que comprovadamente seguros”, ensina a expert. Por isso, a melhor maneira é se atentar à lista de ingredientes nas embalagens dos produtos. 

Em busca de rótulos mais claros e fórmulas cada vez mais seguras, a Vizcaya lançou a linha Byos, com produtos para os cabelos focados em fórmulas limpas e com menor impacto ambiental. Os produtos da linha Byos de Vizcaya não contém sulfato, parabenos, sal, silicones, óleo mineral, petrolatos, parafina, glúten e corantes; possuem fórmulas veganas e com ingredientes orgânicos certificados pelo selo Ecocert. 

Uma boa notícia? Em breve, o Brasil terá uma plataforma para pesquisa e leitura de rótulos, a limpp.com.vc. Aí, ficará muito mais fácil analisar se um produto é, de fato, limpo e livre de ingredientes prejudiciais ao corpo e ao meio ambiente enquanto faz as compras no mercado.

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